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Foi aprovado o Regulamento dos Centros de Extensão Universitária, que consistia no seguinte: no Centro de Didática, o de Ensino de Línguas Estrangeiras, o de Iniciação Musical e o Universitário de Estudos Cinematográficos.
O engenheiro Javier Barros Sierra terminou seu mandato como reitor. Em 2 de Maio foi eleito o doutor Pablo González Casanova. O secretário geral foi o químico Manuel Madrazo Garamendi. A população estudantil, que desde 1969 havia passado os cem mil alunos, alcançou neste ano a cifra de 107.056, como primeiro ingresso de 30.465.
A população estudantil feminina subiu para 23.879 alunas. A petição de anistia para os presos políticos ou universitários promovida pelo reitor foi aprovada. O novo Estatuto do trabalhador Acadêmico se caracterizou por unificar a professores e pesquisadores.
O Centro de Estudos Mayas e o de Pesquisas em Matemáticas Aplicadas, Sistemas e Serviços se destacaram como novos departamentos. Dentro do âmbito da difusão cultural, a coreógrafa Gloria Contreras fundou a Oficina Coreográfica da UNAM. Em 1 de Dezembro tomou posse como presidente da República Luis Echeverría Alvarez. Neste mês foi criado, por decreto presidencial, o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia. |
Em 25 de Janeiro o Conselho Universitário aprovou a criação do Colégio de Ciências e Humanidades e o Regulamento da Unidade Acadêmica do Ciclo do Ensino Médio.
Para seu funcionamento, o Centro de Didática coordenou cursos que aplicariam especialistas em cada matéria e pedagogos que estabeleceriam os novos métodos de ensino que se desenvolveriam no departamento recém criado, ao mesmo tempo em que selecionariam seus trabalhadores docentes.
Abriram os plantéis de Azcapotzalco, Naucalpan e Vallejo, que começaram a trabalhar em abril e desta maneira, aumentou a população estudantil. O Colégio de Diretores de Escolas e Faculdades se organizou e seu Regulamento foi aprovado. Foram criados os centros de Instrumentos e de Informação Científica e Humanística.
No final de Maio surgiu um conflito entre o governo de Nuevo León e a Universidade Autônoma do Estado. Os estudantes desta cidade pediram apoio aos da República. No Distrito Federal deram resposta positiva por parte do setor estudantil da UNAM e do IPN. A agitação cresceu durante os primeiros dias de Junho.
A crise aumentou em Novo León. Programaram uma grande manifestação para quinta 10 de Junho nas zonas próximas ao Casco de Santo Tomás, principalmente na Ribera de San Cosme. Ainda que difundisse a noticia de que o governador Elizondo tinha renunciado, foi decidido levar a cabo a manifestação.
Acabavam de começar quando os estudantes foram atacados por um grupo paramilitar denominado "os falcões". A polícia havia cercado a zona com cordas desde Insurgentes Norte e Manuel González. Ninguém se responsabilizou do ataque e negaram a existência do grupo paramilitar.
O chefe da policia, Flores Curiel, imediatamente pede a sua renúncia, e o Chefe do Departamento do Distrito Federal faz o mesmo. Nunca se desvelou quem foram os responsáveis dos fatos. As únicas vítimas verdadeiras foram os jovens caídos. A crise política posterior fortaleceu ao presidente, que recebeu o apoio de conhecidos intelectuais, que propuseram à alternativa: "Echeverría ou o fascismo". O presidente, pouco a pouco, foi desenvolvendo uma política de limite radical com seu antecessor, assim como seu estilo pessoal de governar.
A política internacional se inclinou para a possibilidade de formar um bloco independente e de fortalecer o Terceiro Mundo. Na política interna renasceu o populismo. Logo se deu a anistia aos presos políticos de 1968 e a alguns deles os chamaram a colaborar no seu governo.
O orçamento para as Universidades foi generoso. Na UNAM, o próprio CCH é uma mostra disso. Nestes anos a matrícula aumentou. Por outra parte, abriram outros espaços públicos para o ensino médio e superior.
Em 15 de Agosto morreu o engenheiro Javier Barros Sierra, indiscutivelmente, um dos grandes reitores da Universidade. Em Novembro se fundou o Sindicato de Trabalhadores e Empregados da UNAM (STEUNAM), que apresentou a solicitude de registro ante as autoridades trabalhistas.
As autoridades e boa parte do professorado se negaram a que dentro da UNAM regesse um contrato coletivo com cláusulas de exclusividade e de exclusão, já que com elas se poderia lesar a autonomia universitária.
Houve modificações administrativas: a Diretoria Geral de Serviços Escolares passou a ser Coordenação da Administração Escolar, se criou a Diretoria Geral do Trabalhador Acadêmico e Administrativo, que incluía a anterior Diretoria Geral de Trabalhadores e a do Professorado, que desapareceu. Por último, começou a funcionar a Comissão Técnica de Implantação de Projetos Universitarios. |
Ano problemático para a Universidade. Nos aspectos acadêmico-dministrativos destacaram a aprovação do Regulamento das Projeções Cinematográficas Públicas da UNAM e, sobretudo, o Estatuto do Sistema de Universidade Aberta.
Dentro da Escola de Arquitetura começou um movimento que tinha tendência ao exercício do autogoverno de professores e estudantes, que a manteve paralisada durante longo tempo. Num principio, a Secretaria do Trabalho e Previsão Social negou o registro ao STEUNAM, com o argumento de que a Universidade não era una empresa administrativa e, por isso, não existiam relações de trabalho entre ela e seus servidores.
Isto aconteceu em Fevereiro e Maio. Mais tarde, um júri de distrito da área administrativa concedeu apoio ao Sindicato, ante a negação de seu registro sindical por parte da STPS. Isso lhe deu vida à organização, que seguiu em pé na luta. Entretanto, um grupo liderado por Mario Falcón e Miguel Castro Bustos, sob o pretexto do ingresso a UNAM de alunos normalistas, tomou a reitoria e se apropriou da Cidade Universitária, interrompendo trabalhos docentes e ameaçando a estabilidade interna. Ambos líderes ostentavam armamento perigoso.
Durante 60 dias foi impossível desalojá-los. O reitor despachava no edifício da Escola Nacional de Ensino Médio, em Justo Sierra 16. O Trabalho de pesquisa continuou, mas a área docente paralisou. Finalmente os delinquentes saíram de CU, um deles para o exílio em Panamá, enquanto que o outro permaneceu oculto. Posteriormente foram presos.
No final de setembro, o Laboratório Nuclear se transformou em Centro de Estudos Nucleares. No mês seguinte, o STEUNAM solicitou a assinatura de um contrato coletivo, marcando a greve para o dia 25.
Ante a negativa da reitoria, o Sindicato fez a primeira greve não declarada por estudantes. Havia antecedentes sindicais na UNAM a mediados dos anos trinta. O reitor apresentou uma proposta de dez pontos para resolver o conflito, a qual não foi aceita pelo STEUNAM. Em novembro, González Casanova apresentou sua renúncia, que não foi aceita. Um mês depois o fez de maneira irrevocável.
Como últimos atos acadêmicos, foram reconhecidas a Coordenação do Sistema de Universidade Aberta (SUA) e a Escola Permanente de Extensão de San Antonio, Texas (EPESA), em um espaço doado a UNAM pela cidade de San Antonio.
Esta escola deu permanência aos cursos que desde 1944 a UNAM patrocinava uma vez ao ano. Isto envolvia ter uma planta permanente de professores dedicados ao ensino do espanhol e a temas de cultura mexicana, dirigidos tanto a norte-americanos como a mexicanos residentes nos Estados Unidos.
Também neste ano começaram a funcionar dois plantéis mais do CCH, no Sul e Oriente da cidade. |
Em 3 de Janeiro, o Comitê do Governo designou como reitor o doutor Guillermo Soberón Acevedo, que exercia o cargo de Coordenador da Pesquisa Científica. No dia 8 tomou posse no estacionamento da Faculdade de Medicina, dentro de uma Universidade que havia sofrido uma greve, desde a perspectiva sindical, ou suspensão ilegal do trabalho, desde a perspectiva universitária.
O licenciado Sergio Domínguez Vargas foi nomeado secretário geral da Universidade. Em dia 15, o Sindicato parou a greve. Em fevereiro o convênio coletivo de trabalho foi assinado. No contrato, se regeriam as relações trabalhistas entre a administração universitária e os trabalhadores. O Conselho Universitário aprovou o convênio na sua sessão de 13 de fevereiro.
Formou-se a Faculdade de Psicologia, ao desprender-se da Faculdade de Filosofia e Letras. O Departamento de Ciências do Mar e Limologia tornou-se centro independente ao desligar-se do Instituto de Biologia. Fundou a Escola Nacional de Trabalho Social, separada da Faculdade de Direito.
A Escola Nacional de Comércio e Administração mudou seu nome pelo de Faculdade de Contadoria e Administração. Surgiram também dois novos institutos de humanidades, o de pesquisas Antropológicas, que era uma seção do de Pesquisas Históricas, e o de Pesquisas Filológicas, que reuniu quatro centros dependentes da Coordenação de Humanidades: o de Linguística Hispânica, o de Estudos Clássicos, o de Estudos Mayas e o de Estudos Literários.
Fundaram a Diretoria Geral de Divulgação Universitária e a Comissão Técnica de Legislação Universitária, se reestruturaram a Diretoria Geral de Informação e a de Orientação Vocacional e Serviços Sociais, que deu lugar às Diretorias Gerais de Orientação Vocacional e de Atividades Socioculturais, além da Comissão Coordenadora do Serviço Social Integral.
Reestruturou-se também o Centro de Pesquisas em Matemáticas Aplicadas e em Sistemas e o Centro de Serviço de Informática. A Comissão Interna de Administração foi subordinada a uma nova criação. Atividades Esportivas denominou-se Diretoria Geral de Atividades Esportivas e Recreativas.
No âmbito da Difusão Cultural, abriram-se as atividades do Museu Universitário do Chopo que se encontrava abandonado desde que entrou em operação o Museu de Historia Natural de Chapultepec. Começou a ser publicado o jornal mensal Los Universitarios.
Publicaram os decretos de criação do Colégio de Bacharéis e da Universidade Autônoma Metropolitana, cujos trabalhos acadêmicos começariam no ano seguinte. |
O aumento da população estudantil foi espetacular. Com o funcionamento dos 5 plantéis do CCH, a matrícula deste ano alcançou os 217.535, como primeiro ingresso de 65.370
A população feminina foi de 62.054. Em 19 de fevereiro aprovaram a criação da Escola Nacional de Estudos Profissionais (ENEP) Cuautitlán. Tratava-se de um novo modelo de escola, com administração própria e com carreiras independentes das escolas e faculdades tradicionais. Meses mais tarde foi aprovada pelo Conselho Universitário a criação das ENEP Acatlán e Iztacala, de acordo com o modelo iniciado em Cuautitlán. Foram levados a cabo reformas ao Estatuto do Trabalhador Acadêmico.
Nelas se reconheceram as categorias de associado e titular, com os níveis A, B e C, para cada uma. Foi efetuado um processo de reclassificação do trabalhador acadêmico de carreira nas novas categorias e níveis. A formação do Sindicato do Trabalhador Acadêmico da UNAM (SPAUNAM), teve uma afiliação de 2.131 membros.
Em Setembro, o Tribunal Colegiado na área trabalhista anulou o apoio ao STEUNAM. Em Novembro houve a primeira revisão do Convênio Coletivo de Trabalho com o STEUNAM. Por sua parte, o SPAUNAM exigia a assinatura de um contrato coletivo onde se reconhecesse o direito do trabalhador acadêmico a organizar-se em um sindicato. O Conselho Universitário concordou em alternar esta petição com as comissões de Trabalho Acadêmico e de Legislação Universitária.
Também foi aprovado o programa de descentralização de estudos profissionais, que apoiava as ENEP recentemente criadas. Por último, foi fundada a Diretoria Geral de Planejamento, assim como a Comissão Técnica de Estudos e Projetos Legislativos. |
Em 14 de março o presidente da República, Luis Echeverría, inaugurou o ano letivo, como era costume desde o governo de Gustavo Díaz Ordaz. O ato aconteceu na Faculdade de Medicina, onde compareceu uma multidão. No final da cerimônia uma pedra alcançou a fronte do primeiro mandatário.
Depois da inauguração das ENEP Acatlán e Iztacala, estas começaram suas atividades. Odontologia se transformou em Faculdade e concordaram com a fundação de outras ENEP, neste caso, as de Aragón e Zaragoza.
Reconhecem o Programa de Pesquisa Bibliotecológica. Abriu-se um novo espaço físico na UNAM, sendo este a cidade da pesquisa científica, que abarcaria a Faculdade de Ciências assim como sua coordenação respectiva e a todos os institutos e centros de pesquisa científica, com exceção do Instituto de Pesquisas Biomédicas e o Centro de pesquisas em Matemática Aplicada e em Sistemas.
Os espaços desocupados no campus original se destinaram aos departamentos. A Faculdade e a Torre de Ciências se tornou na Torre II de Humanidades, a Coordenação e o novo auditório Mario de la Cueva nos institutos de Pesquisas Econômicas, Sociais Filológicas. Outros espaços, como o deixado pelo Instituto de Geofísica se destinaram para o CELE e para o Instituto de pesquisas Antropológicas.
A desavença do grêmio com os professores continuava. O problema começou com a convocatória de greve e a demanda de um contrato coletivo de trabalho e um aumento salarial de 40 por cento retroativo de 1 de Novembro de 1974. O reitor Soberón ofereceu uma revisão periódica dos salários de acordo com o disposto no Estatuto.
O Conselho Universitário decidiu que não procedia a assinatura de um acordo coletivo com o SPAUNAM e concordou que noEstatuto do Trabalhador Acadêmico (EPA) fosse acrescentado o título de "condições do grêmio do trabalhador acadêmico".
Em resposta o sindicato fez greve de 24 horas em 11 de Junho. Cinco dias depois estourou a greve anunciada, que durou do 16 ao 25 e foi considerada como suspensão ilegal do trabalho. O SPAUNAM conseguiu seu reconhecimento e aceitou que fosse feita uma revisão a cada dois anos do capítulo de condições do grêmio do EPA.
Ao mesmo tempo apareceram associações autônomas do trabalhador acadêmico, que recusavam a sindicalização do professorado. Em 18 de Junho se fundou um conselho coordenador destas. O Conselho Universitário aprovou o inciso XIII de condições do grêmio, inscrito por representantes da UNAM, e do SPAUNAM e das Associações Autônomas do trabalhador Acadêmico da UNAM (AAPAUNAM). |
Ao ser registrado a nova matrícula estudantil, a população escolar teve um primeiro ingresso de 79.608 alunos, que dariam um total de 271.266. As mulheres somaram um total de 93.686.
Dois novos institutos enriqueceram a pesquisa científica: o de Engenharia se desprendeu da Divisão de Pós-graduação da Faculdade e o Instituto de Pesquisas em Matemáticas Aplicadas e Sistemas (IIMAS) superou sua situação de Centro.
O reitor Soberón apoiou a adição ao artículo 123 constitucional, que consistia em uma "seção C", que especificava as relações trabalhistas nas Universidades. A iniciativa despertou entusiasmo no setor educativo, mas não houve resposta oficial. Também provocou a oposição, sobretudo, do setor sindical.
Ao finalizar 1975 os setores do PRI apoiaram o licenciado José López Portillo, secretário da Fazenda, como candidato à presidência. A jornada eleitoral se desenvolveu sem uma oposição consistente. Antes de apresentar o último relatório presidencial, foi anunciada a desvalorização do peso mexicano frente ao dólar, sem especificar a equivalência. O processo inflacionário estava em alta.
Na UNAM assinaram um novo convênio coletivo com o STEUNAM, que entraria em vigor a partir de 1 de novembro. No dia 16 foi anunciado um aumento salarial para o trabalhador administrativo. Com respeito ao trabalhador acadêmico, nos últimos meses do ano se levou a cabo o processo de autorização para a revisão do inciso XIII do EPA. O SPAUNAM autorizou credenciar 3.549 membros e as AAPAUNAM, 5.390, que as fizeram titulares.
O SPAUNAM solicitou seu registro ante a Secretaria do Trabalho e apresentou um projeto de contrato coletivo que incluía aspetos acadêmicos. Enquanto isso se fundou o Centro de Estudos sobre a Universidade (CESU) para coordenar o arquivo histórico da UNAM.
A Diretoria Geral de Administração mudou seu nome para Diretoria Geral do Orçamento por Programas. Redefiniu-se a de Serviços Auxiliares e foi reconhecida a Comissão de Estudos de Custos Acadêmicos (CECA). Também fundou-se a Unidade Acadêmica dos Ciclos Profissional e de Pós-graduação (UACPyP) do CCH.
O ano se fechou de maneira brilhante: em 30 de dezembro a Filarmônica da UNAM deu o seu primeiro concerto na Sala Nezahualcóyotl. Este era o primeiro espaço do Centro Cultural Universitário. |
O doutor Guillermo Soberón Acevedo foi eleito reitor da Universidade por um segundo período de quatro anos. O doutor Fernando Pérez Correa foi o novo secretário geral
O presidente López Portillo liderou a elaboração de um Plano Nacional de Educação. Em Fevereiro foi publicado o regulamento das Comissões Ditaminadoras do Trabalhador Acadêmico da UNAM que, ainda que existissem, não havia una regulamentação que normalizasse suas atividades. O Centro de Ciências da Atmosfera começou seus trabalhos de pesquisa.
Ao dar inicio os diálogos para decretar as condições do grêmio do trabalhador acadêmico, o SPAUNAM retirou-se dada sua condição de associação minoritária. Entretanto, convocou a greve para o dia 7 de fevereiro se a UNAM não assinasse um contrato coletivo.
Entretanto, a UNAM e as AAPAUNAM assinaram o acordo para o inciso XIII do EPA. O reitor recusou a posição sindical, por considerá-lo ilegal. STEUNAM e SPAUNAM se fusionam sob o nome de STUNAM. Apresentou um projeto de contrato coletivo único sem diferenciar entre trabalho acadêmico e administrativo com ameaças de greve para o dia 20 de Junho.
A ANUIES chegou à conclusão que existia em Guadalajara a "necessidade de legislar sobre as relações trabalhistas entre as Universidades e seus trabalhadores". A Federação de Sindicatos de Trabalhadores Universitários se reuniu em Monterrey e anunciou seu apoio à greve proposta pelo STUNAM.
Em Junho, a tensão aumentou: o reitor manteve-se firme na sua posição de declarar ilegal a pretensão do sindicato de querer controlar a Universidade; o sindicato, por sua vez, manteve sua posição de fazer a greve. O STUNAM declarou de insuficientes as propostas institucionais. No dia 20 estourou a greve.
Ambas as partes mantiveram suas posições com firmeza. A UNAM abriu espaços nas escolas incorporadas e através da televisão no dia 27. A Junta Federal de Conciliação e Justiça declarou a greve como uma "suspensão ilegal do trabalho", portanto a Universidade tinha liberdade para tomar as medidas que considerasse pertinentes.
Em 10 de Julho, as autoridades universitárias e a representação sindical assinaram um acordo. A primeira reconheceu o segundo como representante dos trabalhadores administrativos e especificou que, com respeito aos acadêmicos, estes continuariam sendo regidos pelo inciso XIII do EPA. Com isto se terminou o conflito. A posterior reforma ao artículo 3o constitucional, promovida pelo presidente López Portillo, foi a verdadeira solução ao problema.
O CUEC e a Filmoteca da UNAM se separaram, sendo que a Filmoteca seria subordinada a recém fundada Coordenação de Extensão Universitária, encarregada de regular os diferentes centros de extensão e entidades dedicadas à difusão cultural.
Fundou também a Secretaria Executiva do Conselho de Estudos de Pós-graduação, o Centro de Pesquisas e Serviços Educativos (CISE), que tinha seu antecedente no Centro de Didática, e as Direções Gerais de Intercâmbio Acadêmico e de Assuntos do Trabalhador Acadêmico. Mudou de denominação a Diretoria Geral de Provedoria e a Secretaria Geral Auxiliar para Secretaria Geral Administrativa.
Desta maneira foram estruturados os subsistemas universitários acadêmico, administrativo, jurídico, de pesquisa científica, de pesquisa humanística e de extensão universitária, cujos titulares conformariam no corpo de colaboradores que dependia de maneira direta do reitor. |
Como consequência da reestruturação administrativa do ano anterior, foram feitos novos ajustes: a Radio UNAM passou de departamento a Diretoria Geral, Cursos Temporais se tornou em Diretoria Geral de Extensão Acadêmica , que se encarregaria de coordenar a Escola para Estrangeiros, a EPESA e as atividades de extensão em sucursais do Distrito Federal.
O Departamento de Distribuição de Livros se transformou em Distribuidora de Livros Universitários, com categoria de Diretoria geral, subordinada à Coordenação de Extensão Universitária.
A Sociedade de ex-alunos da Faculdade de Engenharia patrocinou uma orquestra filarmônica chamada Academia de Música do Palácio de Minería. O ano transcorreu em franca recuperação acadêmica. |
Em 11 de Fevereiro começaram as celebrações do cinquentenário da Autonomia Universitária com uma sessão onde outorgaram doutorados honoris causa a distinguidas personalidades da ciência, humanidades e artes.
Entre os homenageados se destacaram Claude Levi Strauss, Alexander Oparin, Octavio Paz e Rufino Tamayo, Alejandro Gómez Arias e Edmundo O'Gorman. Deu inicio os trabalhos do Centro de Pesquisas em Fisiologia Celular.
Em 26 de Fevereiro inauguraram o Teatro Juan Ruiz de Alarcón e o Foro Sor Juana Inés de la Cruz no Centro Cultural Universitário. Em 23 de Abril inaugurou o Espaço Escultórico, desenhado por Helen Escobedo, Federico Silva, Manuel Felguérez, Hersúa, Sebastián e Matías Goeritz. Em setembro entrou em funcionamento o Observatório Astronômico de San Pedro Mártir, na Baja California. O Centro de Pesquisa em Materiais adquiriu a categoria de instituto.
O presidente López Portillo inaugurou as novas instalações da Biblioteca e Hemeroteca nacionais em 3 de Dezembro; estas acolheriam o Instituto de pesquisas Bibliográficas e ao CESU. Fundou-se o Centro Coordenador e Difusor de Estudos Latino-americanos. Entraram em funcionamento o Centro Universitário de Professores Visitantes e o Centro Universitário de Produção e Recursos Audiovisuais.
A Comissão Técnica de Estudos e Projetos Legislativos tornou-se Diretoria Geral. |
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